A República Dominicana tem tudo para fazer o brasileiro se sentir em casa. Há cenários parecidos com os do Brasil, o povo é hospitaleiro, o clima é agradável. Mas poucos já descobriram o pequeno país que divide a Ilha Hispaniola, no Caribe, com o Haiti. Dos 3 milhões de turistas que o país recebe por ano, só 5 mil são brasileiros. E o sorriso dos bem-humorados dominicanos é ainda mais fácil com quem é daqui. Os brasileiros são muito queridos e conhecidos, sobretudo, pelo carnaval e pelas novelas. Até os homens dizem que não perdem um capítulo de Xica da Silva, que atualmente passa em um canal caribenho. E curtir o carnaval no Rio ou em Salvador é o sonho de muitos dominicanos, como para tantos brasileiros são as férias no mar verde azulado do Caribe. Viajar para lá ficou mais fácil desde que a secretaria de Turismo dominicana abriu um escritório em São Paulo, em agosto, e fez parceria com oito operadores. O vôo até a capital, São Domingos, partindo de São Paulo, é de oito horas e meia, sem contar o tempo de parada no aeroporto da Cidade do Panamá. A diferença de fuso horário é de duas horas a menos em relação a Brasília. E lá pelas 18 horas o sol já está se pondo. Portanto, é acordar cedo para aproveitar o dia. Nas praias, fora da capital, o vaivém na areia começa antes das 7 horas, mas em São Domingos o movimento é a partir das 9 horas, quando as lojas abrem e o centro colonial fica cheio de turistas e guias oferecendo informações sobre os prédios históricos ou simplesmente se oferecendo para chamar um táxi. Mesmo com uma chuvinha, comum à tarde nesta época do ano, o calor é forte na cidade, de quase 3 milhões de habitantes - em todo o país são 9 milhões. O trânsito da capital é incrivelmente barulhento. Há poucos semáforos e, para fazer qualquer mudança de rota, os motoristas não pensam duas vezes para buzinar. Na Avenida George Washington, o Malecón, a via beira-mar da cidade, no horário de pico só os locais se arriscam a ir para o outro lado, correndo entre os carros e fazendo gestos para os motoristas pararem alguns segundos.
Se não for possível mesmo atravessar a rua para ver mais de perto o mar, na calçada do outro lado há quadros coloridos a venda dia e noite. As telas retratam atividades do dia-a-dia do povo dominicano ou imagens religiosas, em acrílico, por 800 pesos (cerca de R$ 53). Desse lado também estão os cassinos de hotéis como Jaraguá e Meliá. À noite, não há problema em sair pelas ruas do centro colonial a pé para ir a um restaurante da Praça de Espanha ou ver os prédios antigos - alguns, os primeiros construídos na América - iluminados.
Para embalar a viagem, merengue o tempo todo. O ritmo oficial do país toca nas rádios, nas lojas e nas vans dos turistas o dia inteiro. Difícil é voltar sem um CD com as mais tocadas - vendidos a cada esquina - ou sem ter aprendido alguns passos da dança nas aulinhas improvisadas nos hotéis ou com os locais, sempre dispostos a agradar as estrangeiras. Viagem feita a convite da secretaria de Turismo da República Dominicana, Copa Airlines e Club Caribe
Fonte: http://www.estadao.com.br/rss/turismo/2005/dez/13/170.htm
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