Comer salsichão, tomar uma das melhores cervejas do planeta, caminhar pelo impressionante Castelo de Neuschwanstein, admirar a paisagem das montanhas alpinas e da Floresta Negra, assistir a um concerto na terra da música e viajar pela fantástica - ou nem tão fantástica assim - história de Berlim. Por esses e muitos outros motivos milhões de turistas visitam a Alemanha anualmente. Pare por alguns segundos e imagine tudo isso como cenário de uma Copa do Mundo, a 18.ª da história. Quem tiver a sorte de poder acompanhar de perto o evento, entre 9 de junho e 9 de julho de 2006, viverá, seguramente, momentos inesquecíveis. Os alemães trabalham pesado a cada dia para organizar uma competição histórica e receber a aprovação do mundo. Falhas seriam imperdoáveis para o orgulho desse povo considerado frio. Promessa de Emoção O rótulo de país sem emoção, sem vibração e frio, por sinal, incomoda bastante os anfitriões, que prometem fazer de tudo para apagá-lo. E eles sabem que a melhor hora é agora. "Pode escrever: vamos mostrar durante a Copa que nós, alemães, não somos frios. Faremos uma grande festa", garante, enfática, a estudante de jornalismo Sonja Lippmann, de Hamburgo. Sonya parece ter razão. Mesmo faltando quase seis meses para o
início do Mundial, os alemães, apaixonados por futebol, mostram interesse e fazem contagem regressiva, algo que não ocorreu, por exemplo, há quatro anos com japoneses e coreanos na Ásia. Quem esteve no país europeu nos últimos dias para o sorteio dos grupos da Copa pôde perceber a preocupação em ajudar, em acertar, em demonstrar calor humano, mesmo que a seu modo - nada parecido com o estilo latino de agir. Comunicação Fazer perguntas em inglês não é mais tido como ofensivo no país que trombou por décadas no "Muro da Vergonha". Na pior das hipóteses, o cidadão vai dizer que não fala inglês. O que, na verdade, não é nada raro. Em Dortmund, por exemplo, são poucos os que dominam o idioma. Mas a língua não será, de jeito nenhum, uma barreira. Os alemães se organizam para facilitar ao máximo a vida de seus convidados. Hoje ainda são pouco comuns as placas, os sinais e os avisos em inglês nas estações de trem e metrô, mas, para a Copa, tudo será diferente, prometem. "Será um Mundial memorável", aposta o presidente da Fifa, o suíço Joseph Blatter. Os trens serão boa opção para a locomoção entre as cidades dos jogos: confortáveis e, quase sempre, pontuais. O calor pode incomodar um pouco. Mas nada que uma boa cerveja alemã não resolva. E a enorme segurança das cidades é garantia de tranqüilidade. "Podem ter certeza, estamos preparados, vai dar tudo certo", diz Franz Beckenbauer, mostrando otimismo, apesar da tensão natural de presidente do Comitê Organizador. Passeios, restaurantes, os principais pontos turísticos, os meios de transporte, os estádios e os melhores lugares para se fazer compra nas cidades em que o Brasil jogará na primeira fase: Berlim (contra a Croácia, 13 de junho), Munique (diante da Austrália, 18) e Dortmund (contra o Japão, 22). Confira o roteiro completo nas próximas páginas.
Fonte: http://www.estadao.com.br/rss/turismo/2005/dez/20/90.htm
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