A seleção brasileira pode se considerar privilegiada por estrear em Berlim na Copa do Mundo - dia 13 de junho, contra a Croácia. A riquíssima capital da Alemanha é capaz de misturar, de forma harmônica, história e conservadorismo com a modernidade de arrojadas obras arquitetônicas, cinemas de última geração e shoppings com badaladas marcas de roupas e jóias. É difícil dizer se Berlim é ou não o mais belo lugar do país, mas seguramente é um dos que mais têm atrações. Três ou quatro dias é pouco tempo para quem quiser visitá-la. Fundada em 1237, Berlim registra momentos de grande sofrimento, como a Segunda Guerra Mundial (1939-45) e a construção do Muro de Berlim, a partir de 1961. No fim dos anos 30, a capital alemã contabilizava 4,3 milhões de habitantes. Hoje tem menos, 3,4 milhões, mas é, mesmo assim, a maior cidade do país. O "Muro da Vergonha", como chamado pelos alemães, provocou período de retrocesso numa das mais potentes nações do planeta. Mas, após sua queda, em 89, Berlim passou a ganhar grandes edifícios, prédios modernos e destacável variedade de entretenimento. Nada melhor que a Copa do Mundo para mostrar as notáveis mudanças ao planeta. Que tal começar o tour pelo maior símbolo da cidade, o seu sightseeing mais badalado? O Portão de Brandemburgo, antes um marco na divisão do país, passou a ser o emblema da reunificação. Construída em 1789, a porta de estilo neoclássico recebe turistas diariamente. Tenha paciência, pode não ser fácil conseguir espaço para tirar a melhor foto. Você terá de dividir cada metro quadrado da Pariser Platz (palco do famoso Portão) com gente de toda a Europa e do Japão. A Pariser Platz, por sinal, é um bom lugar para se hospedar. Lá fica o famoso, histórico e luxuoso Hotel Adlon, que cobra cerca de 270 de diária pelos quartos mais baratos. Foi no Adlon que, há alguns anos, Michael Jackson balançou o bebê na janela de sua habitação. Outro ótimo local para se fixar - provavelmente o melhor - é a Potsdamer Platz (leia mais na reportagem abaixo). Um bom meio para se locomover é o metrô. O passe de duas horas custa 2,10 e o bilhete de um dia vale 5,80. Só um aviso: os trens, apesar de contarem com TV em alguns vagões, não são dos mais limpos. Se pedir sugestão a agentes de turismo ou no hotel, receberá a indicação do ônibus para rodar pelos pontos turísticos. Os números 100 e 200 passam pelos locais mais visitados da cidade, como a Alexanderplatz, a Coluna da Vitória - famosa no filme Asas do Desejo - e o Reichstag. Visitar o Reichstag (Parlamento) é obrigatório. Coração do bairro governamental, foi construído no fim do século 19, mas teve a estrutura abalada após incêndio em 1933. Em 1995, o arquiteto inglês Norman Foster comandou o projeto de reabilitação. Seus 23,5 metros de altura proporcionam excelente vista de Berlim - o passeio é gratuito. Tão marcante quanto o edifício do Parlamento é a torre de televisão na Alexander Platz, levantada pelos comunistas para mostrar a força e o poder da Berlim Oriental. Inaugurada em 1969, ela tem 369 metros de altura e garante momentos divertidos para o turista. Vale a pena tomar um café na lanchonete giratória e apreciar a cidade. Destaca-se na história de Berlim o Checkpoint Charlie, posto de controle americano depois da Segunda Guerra. O Museu Haus am Checkpoint Charlie é interessantíssimo. Conhecer a Igreja do Imperador Guilherme é indispensável: sua cúpula foi bombardeada e mantida em ruína.
Para entender os detalhes da história da cidade - e montar o quebra-cabeça - é recomendável buscar uma agência especializada em passeios históricos. Você vai ver, no entanto, que a capital alemã não vive apenas do passado. Seu presente simboliza o progresso, representado, por exemplo, pela Potsdamerplatz e pela região do Zoologischer Garten (leia mais na página seguinte), e assegura um futuro não menos favorável.
Fonte: http://www.estadao.com.br/rss/turismo/2005/dez/21/118.htm
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